Entao...mal cheguei em Londres e ja tive que me virar pra descobrir onde era a minha escola e quanto tempo eu levaria ate lah. Fica numa regiao muito boa, em Bloomsbury, mas fica bem distante de onde estou. Feito isso, era hora de descobrir como chegar ao Hyde Park para os Hard Rock Calling.
A verdade 'e que 'e bem facil andar em Londres. Uma vez que voce tem um Oyster Card( o cartao de transporte publico), eh bem trankilo. Ha mapas em todos os lugares e as linhas de Onibus e Metro sao muito bem explicadas.
Depois de 24 horas dentro de um avi~ao, cheguei a Londres.
E comigo veio o sol! Pra minha sorte, desde que cheguei ainda nao vi uma gota de chuva. As primeiras impressoes foram muito boas. No caminho do taxi ate minha homestay pude sentir a diversidade etnica de Londres, mas ha basicamente tres: Ingleses, Indianos e Jamaicanos. Claro que tambem encontro diariamente com Franceses, Brasileiros, Japoneses e Coreanos. Mas indiano e jamaicano vc ve em qualquer lugar.
Minha homestay eh em Streatham, que fica no sul de Londres. Pra chegar demora um pouquinho. Tenho que pegar o Tube(metro)e um Onibus, mas 'e um bairro super tranquilo. Meu casal anfitriao sao Geoff e Josie, ingleses. Ele nasceu em Newcastle, tem um sotaque mais forte. Os dois adoram futebol e F1. Sao muito atenciosos e super gente-fina. A casa eh tipicamente inglesa: estreita e longa, mas muito confortavel.
Algo que realmente não entendo é a pagina de atualizações do Orkut. Tudo bem ver as fotos que alguém postou ou os comentários sacanas de um amigo seu. Até ai tudo bem. Afinal, todo mundo gosta de bisbilhotar os outros. Mas isso atingiu um novo nível. Atualmente, quando entro vejo coisas estranhas demais do tipo: “Marisbete plantou um pé de alface! Plante você também.”ou “A Sthephanyy acaba de comprar mais um porquinho! Venho você também criar porcos!”.
Como diria o infame Galvão Bueno: “éééé amigo....os tempos são outros!”. Digo isso porque até bem pouco tempo atrás, criar porco não seria uma mania digital. OK. Eu também fico entediado na frente de um PC de vez em quando, mas daí a criar porcos é outra história. Mas não para por aí. Tem também o nome desses joguinhos: “Colheita Feliz”, “Paraíso dos Porquinhos”. Um verdadeiro inferno. Confesso que até já cheguei a pensar sobre os criadores desses jogos...quem sabe uma tia que viveu a vida inteira na fazenda e comprou no Shoptime uma máquina de ultima geração para entrar em contato com os sobrinhos da cidade e mostrar como a vida do campo é alegre. AHHRRGHHHH!!!
Just shoot me, please!!!
Então é simples: se você não gosta de ler noticias, horóscopos ou bater papo na rede, faça algo inútil. Mas por favor, não me encha o saco com convites para cuidar de plantinhas. Como dizia o bom e velho Gil Brother: “Vai Criar Porco”!!!
Ok. Esse é um fenômeno constante nos dias atuais. Pelo menos é constante comigo. Funciona mais ou menos assim: Você tem um relacionamento bem próximo com uma pessoa, do tipo amizade e tals. Por certo tempo, vocês só saem juntos, antes de qualquer programa ligam um pro outro, bebem juntos, confidenciam as merdas do dia-a-dia e tudo mais. Só que um dia isso acaba. E com o tempo, a distância fica cada vez maior. Não sem antes um dos dois tentar uma reaproximação, só que algo muda. A impressão é altamente constrangedora.E depois de uma ou duas tentativas frustradas, você ou a outra parte decide que é melhor deixar para lá.
Só que aí vem a questão: quem vai “colegar” o outro primeiro? É isso mesmo: “Colegar”. Acontece quando você não está mais a fim de se sentir constrangido a falar amigavelmente ou perguntar o que você não tem o menor interesse de saber só para dizer que, apesar da distância, você se importa. Pois, na verdade, VOCÊ NÃO SE IMPORTA!VOCÊ NÃO QUER SABER! VOCÊ NÃO QUER NEM DIRIGIR A PALAVRA!
Só de pensar que você vai encontrar aquela pessoa em algum lugar, você já fica nervoso. Tenta pensar de antemão em alguma pergunta ou situação que o tire de perto dela rapidamente. É constrangedor pensar que você vai passar por aquilo. Então você simplesmente decide que é melhor se poupar do incômodo e “colegar” a pessoa. É muito simples, basta olhar com aquela cara de dor de barriga, o famoso sorrisinho forçado, em que você demonstra o tamanho do esforço que faz para emular uma sensação agradável. Depois disso, um breve aceno e uma pergunta que não precisa de resposta do tipo: “Tudo bom? E aí?” Lembre-se de dizer o “bom” ao invés de “bem”, ou você pode passar a impressão errada.
A questão é saber quem vai “colegar” o outro primeiro. Porque, apesar de o sentimento de constrangimento ser mútuo, ser colegado é muito ruim. Quando você colega, o sentimento de alívio é inacreditável. Pelo outro lado, ser colegado é frustrante de muitas formas. Primeiro, demonstra que aquela amizade não é e muito provavelmente não vai mais ser a mesma coisa de antes. Se adaptar? É um caminho. Mas o mais comum é a acomodação com situação.
Enfim, lembre-se que todos nós já colegamos alguém. Ao fazê-lo, seja bom e evite muitos detalhes ou interesse. Afinal, o colegar dificilmente tem volta e quem o faz primeiro aparenta ter saído por cima da situação. Se é bem assim? Num sabe...